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Ciclo Paisagens Efémeras

Uma Delicada Zona de Compromisso [exposição]
Inauguração: 10 dezembro, 18h00
Data: 10 de Dezembro de 2015 a 7 de Fevereiro de 2016
Local: Galeria Quadrum, Lisboa

Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho [colóquio]
Data: 10 e 11 Dezembro de 2015
Local: Galeria Quadrum, Lisboa

Cartaz | Programa


Decorridos cinco anos sobre a morte de Ruy Duarte de Carvalho, um dos maiores escritores de língua portuguesa, o ciclo Paisagens Efémeras (título do projeto inacabado do autor) apresenta uma exposição e colóquio em Lisboa.

O colóquio DIÁLOGOS COM RUY DUARTE DE CARVALHO pretende revisitar a multiplicidade da sua obra, sempre ligada tanto à particularidade dos lugares que habitou quanto à transumância constante que caracterizou a sua biografia e pensamento. Menos homenagem do que ponto de partida para uma reflexão conjunta em torno de um pensamento eminentemente crítico, o encontro deverá também constituir um pretexto para a releitura de uma obra que questionou fronteiras entre lugares, géneros e saberes. Reúne investigadores e personalidades do Brasil, Angola e Portugal que trabalham a obra de Ruy Duarte de Carvalho e pensam temas afins. (ver programa).

A exposição UMA DELICADA ZONA DE COMPROMISSO segue o percurso do escritor, antropólogo e cineasta nestas e noutras facetas que emergem da diversidade dos seus materiais e processos criativos. A partir do espólio deixado pelo autor, enveredámos por um labirinto de confluências no qual fotografias, vídeos, textos, esquemas, manuscritos, objetos, desenhos, aguarelas e planos vão mapeando a lógica singular entre o pensar e o fazer. A exposição desenha-se através de um vasto percurso: da África Austral ao Brasil, do pós-independência de Angola ao exílio interior, do deserto ao mar, das obsessões às hesitações, da família à exigente solidão, da longa guerra à análise das suas implicações, da minudência dos diários de campo ao jogo de espelho entre observador e observado. Seguimos as pistas da sua pesquisa, metódica e multiplicadora de sentidos e, à medida que fomos desdobrando o espólio de uma vida, foi a perplexidade com tantos caminhos percorridos aquilo que mais nos assaltou. Deixámo-nos também encantar pelos bastidores das suas obras nos quais, através das planificações iniciais, temporárias e finais, assistimos às ideias a nascer, a crescer e a transformar-se. Os seus processos de trabalho têm a forma da procura incessante pela palavra, frase, traço ou imagem mais fértil que sedimenta a premissa mais vasta do seu pensamento no texto, no livro, no filme, no desenho. Por outro lado, interessámo-nos pelos efeitos da passagem do tempo, incorporando acasos de uma vida inteira: ideias inacabadas, materiais que o tempo alterou, fotogramas que ganharam riscos, papel que o bicho comeu. Esses detalhes adicionados pelo tempo, recordam-nos que a obra, inacabada, abandonada ou publicada, tanto pode ser refeita como pode ser princípio para outros fins.

A exposição conta ainda com contribuições dos artistas António Ole, Délio Jasse, Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda e Robert Kramer, entre outros. Desafiámos Ole, Jasse, Kia Henda e De Miranda a dialogar com o imaginário de Ruy Duarte de Carvalho, propondo-se assim, também, novas possibilidades de leitura a partir de um diálogo, nomeadamente intergeracional, com outras práticas artísticas. Este encontro toma forma curatorial num momento que, embora já não sendo o de Ruy Duarte, é insistentemente interpelado pela sua obra - obra essa que se reconhece, assim, de uma contemporaneidade presciente.






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