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Entrada seta Actividades seta 2015-2018 seta Workshop "Cinema, livros, literatura: inadaptações"

Workshop "Cinema, livros, literatura: inadaptações"

Data: 6, 13, 20, 27 de Março, 10, 17, 24 de Abril de 2015
Hora: 18h - 20h
Local: Sala 5.2, FLUL
Inscrições: Este endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Cartaz / Programa


Sinopses das sessões:

6 de Março
Fernando Guerreiro, "Conrad e o cinema: Victory, de Maurice Tourneur"
Como outros contemporâneos, Conrad adopta de início uma atitude de reserva em relação ao cinema; contudo, já nos anos 20, matiza a sua opinião questionando, sobretudo, a capacidade do cinema para dar o discurso do "pensamento". Victory (1919), de Maurice Tourneur, primeira adaptação de Conrad ao cinema, surpreende pelo modo como se inscreve neste problema.
 
13 de Março
Elisabete Marques, "Dar a palavra: sobre Veredas de João César Monteiro"
Nesta sessão, procuraremos analisar o cruzamento entre a palavra oral e a palavra escrita, em Veredas. Investigaremos o modo como a distinção é problematizada no filme à luz das suas consequências críticas e políticas. Levaremos a cabo a discussão sobre alguns pares conceptuais, entre os quais: oral/escrito; popular/erudito; tradição/novo.
 
20 de Março
Emília Pinto de Almeida
Introdução ao filme Autografia (2004), de Miguel Gonçalves Mendes
 
27 de Março
Osvaldo Silvestre, "2 ou 3 livros que Jean-Luc Godard extrai dos seus filmes "
O seminário versará sobre a questão do livro na obra de Jean-Luc Godard, dedicando uma especial atenção aos livros que, na sua fase tardia, o cineasta extrai dos filmes, reunindo nesses livros as «frases» de que se tecem os textos (diálogos, vozes em off, etc.) incluídos nos filmes. Abordar-se-á a pré-história da questão no Godard dos anos 60 – livros citados e exibidos em filmes, guiões publicados em livro – para depois nos demorarmos no perfil particular desses livros e na natureza da relação que mantêm com os filmes de que são extraídos.
 
10 de Abril
Joana Moura, "Peter Handke e a palavra escrita em Der Himmel über Berlin"
Iremos debruçar-nos sobre a insólita colaboração entre Peter Handke e Wim Wenders no filme de 1987 Der Himmel über Berlin. Focando-nos na contribuição de Peter Handke para a elaboração do guião do referido filme, olharemos para as diversas estratégias de reciclagem textual que regem a construção da palavra escrita no filme. Iremos analisar a forma como, através de práticas de apropriação de alguns textos de Peter Handke – em particular do romance Die Wiederholung e do seu diário Das Gewicht der Welt – , a palavra escrita do autor é inscrita nas imagens do filme de Wenders, num processo de (in)adaptação que transforma (e deforma), por um lado, os textos literários de Handke e, por outro, a concepção de filme-poema (Filmgedicht) que Wenders idealizara para Der Himmel über Berlin.
 
17 de Abril
Amândio Reis, "Livros filmados: Maupassant e Pollet"
Partindo do conceito de "filme escrito" (Pavle Levi), exemplificado em dois contos de Ana Teresa Pereira, interrogaremos a possibilidade do "livro filmado" enquanto horizonte possível na relação entre literatura e cinema. A figuração do livro em In the Mouth of Madness (1994), de John Carpenter, servirá de articulação com o nosso estudo de caso principal, centrado em "Le Horla", de Guy de Maupassant, e no filme com o mesmo título de Jean Pollet (1966), entendido como resposta crítica ao primeiro. Atentando especialmente na forma como ele reconfigura as noções de texto e de enunciação, observaremos o duplo funcionamento deste filme, quer como recriação cinematográfica da matéria literária original, quer como nova forma de escrita.
 
24 de Abril
Clara Rowland, "Assinaturas em Max Ophüls"
É recorrente, na crítica de Ophuls, a descrição de Liebelei (1933), Letter from an Unknown Woman (1948) e Madame de... (1953) – filmes feitos em momentos e contextos radicalmente diferentes, e que adaptam três obras muito distintas – como “um só filme”. Nesta sessão partiremos das implicações dessa descrição, e dos problemas que levanta para uma leitura destes filmes como adaptações de Schnitzler, Zweig e Louise de Vilmorin,  para interrogar as configurações possíveis das ideias de assinatura e de obra no cinema de Ophuls.

 






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